Segunda-feira de manhã na doca de expedição de uma varejista de móveis não é um começo tranquilo. Os pedidos do fim de semana se acumularam, as janelas de entrega são fixas, e três faixas de carregamento precisam ser abastecidas antes de o primeiro caminhão chegar às nove.
Esta operação específica envia armários desmontáveis, mesas laterais e prateleiras. O papelão que recebem é grosso, muitas vezes de parede dupla, e até pouco tempo ia direto para uma caçamba. O material de embalagem chegava em paletes de um fornecedor.
O que mudou foi a P50-3. Ela tem algo incomum: pega uma única folha de papelão e a divide em três fluxos iguais de malha. Uma máquina, três saídas. Numa segunda-feira, isso significa que cada uma das três faixas de expedição recebe seu próprio suprimento de material protetor sem que ninguém precise carregar nada pelo galpão.
As especificações importam aqui. 55 cm de largura de corte, até 15 mm de espessura, 18 metros por minuto. O dado da espessura é o que permite processar o papelão de parede dupla em que os móveis chegam. Máquinas mais finas precisariam cortar esse papelão antes, o que anula o propósito.
Segundo o supervisor de expedição, o maior ganho não foi o custo do material. Foi o deslocamento. Antes, um trabalhador passava parte de cada turno movendo material de embalagem do estoque para as três faixas. Essa tarefa acabou. A máquina fica no centro, e cada faixa puxa da própria saída.
Há contrapartidas. A máquina precisa de uma área livre ao redor, e os três fluxos de saída precisam ser posicionados de modo que o material não se acumule de forma desigual. Resolveram isso colocando um caixote simples embaixo de cada fluxo.
A Aircosan fabrica essas unidades na própria fábrica e produz modelos de até 120 cm de largura. O supervisor mencionou isso como motivo da escolha: a sensação de que a empresa entende de produtividade industrial, e não apenas vende equipamento.
Às nove, as três faixas estão carregadas. Os caminhões saem no horário. É exatamente esse o ponto.