Os departamentos de suprimentos hospitalares operam sob restrições que a maioria dos armazéns nunca enfrenta. O ruído precisa ficar baixo. A poeira é inaceitável. O espaço é limitado, e qualquer equipamento instalado perto de áreas de pacientes tem que se justificar rápido.
Um hospital com quem conversamos administra a distribuição de consumíveis — curativos, instrumentos pequenos, tubos e pacotes estéreis — entre setores e para clínicas satélites. Suas necessidades de embalagem são modestas em volume, mas rígidas por natureza. Os itens precisam ser protegidos, mas nada pode contaminar a área de embalagem.
O método anterior envolvia inserções de espuma e papel amassado. A espuma gerava poeira, e o papel era irregular. Nenhum dos dois era ideal num ambiente clínico.
A máquina que escolheram é a Aircosan PT10. Ela produz tiras em vez de malha, o que atende suas necessidades: as tiras preenchem os vãos ao redor de itens encaixotados sem pressionar nada delicado. As especificações são 35 cm de largura, até 10 mm de espessura, 10 metros por minuto.
O que tornou a PT10 adequada não foi a produtividade. Foram as características de operação. A unidade funciona silenciosamente o bastante para ser usada durante o horário normal sem incomodar áreas vizinhas. Produz muito pouca poeira porque o corte é limpo em vez de rasgar. E cabe numa prateleira padrão de almoxarifado.
O gerente de suprimentos observou um detalhe prático. A equipe foi treinada em menos de uma hora. Não há configuração complexa, nem rotina de calibração, nem necessidade de operador dedicado. Qualquer pessoa da equipe consegue produzir tiras quando uma remessa precisa sair.
A Aircosan fabrica essas unidades por conta própria e constrói modelos de até 120 cm de largura para clientes industriais. Essa experiência de fabricação foi citada como fator na decisão: a sensação de que a máquina foi projetada por quem constrói equipamentos para ambientes exigentes.
O volume é baixo, talvez vinte a trinta remessas por semana. Mas cada uma delas sai devidamente protegida, e o almoxarifado permanece limpo. Num hospital, essas duas coisas importam mais do que velocidade.