Um triturador de cartão transforma caixas em material de amortecimento, e as caixas têm de vir de algum lado. Na maioria das operações, o fornecimento é estável porque as caixas chegam com as mercadorias recebidas e a linha de embalagem consome-as a um ritmo semelhante. Mas há momentos em que a oferta e a procura não coincidem. A linha de embalagem precisa de material e a pilha de cartão está vazia. Essa situação é um ponto de dor em que poucos compradores pensam antes de a máquina ser instalada, e vale a pena planear.
A primeira coisa a compreender é por que o fornecimento pode ser insuficiente. Há quatro razões comuns. A primeira é a procura sazonal. A linha de embalagem funciona mais depressa durante um pico, e as caixas chegam ao ritmo normal, pelo que o fornecimento é consumido mais depressa do que é reposto. A segunda é uma mudança na mistura de produtos. Um novo produto pode chegar em embalagens que não são adequadas para o triturador, o que reduz o fornecimento utilizável. A terceira é uma mudança de fornecedor. Um novo fornecedor pode usar embalagens diferentes, mais finas, revestidas ou laminadas, o que reduz o fornecimento utilizável. A quarta é a triagem. Se o processo de triagem rejeitar demasiadas caixas, o fornecimento utilizável cai, embora o volume total de cartão não mude.
A segunda coisa é o efeito na linha de embalagem. Quando o fornecimento é insuficiente, a linha de embalagem ou para ou muda para enchimento comprado. Ambas as opções têm um custo. A paragem atrasa as expedições e frustra a equipa. A mudança aumenta o custo do material e reintroduz o plástico que a máquina deveria substituir. Nenhuma opção é boa, e ambas são evitáveis com planeamento.
A terceira coisa é o buffer. A operação deve manter um pequeno buffer de cartão reservado para o défice. O buffer não é a pilha de caixas à espera de serem processadas. É um stock separado reservado para os momentos em que o fornecimento regular é baixo. O buffer deve ser dimensionado para cobrir o défice esperado, e deve ser rodado para que o cartão não fique demasiado velho.
A quarta coisa é a triagem. O processo de triagem determina quanto do cartão recebido é utilizável. Se a triagem rejeitar demasiadas caixas, o fornecimento utilizável cai. A triagem deve ser revista para confirmar que não está a rejeitar caixas que poderiam ser usadas. Uma caixa com uma etiqueta leve é utilizável. Uma caixa com uma pequena quantidade de fita é utilizável. Apenas as caixas húmidas, contaminadas, laminadas ou que contenham metal devem ser rejeitadas. As máquinas Aircosan utilizam proteção contra sobrecarga — quando ocorre um encravamento, a máquina corta automaticamente a energia e para, protegendo o motor. Essa proteção significa que a máquina pode lidar com alguma variação na entrada, o que significa que a triagem pode ser menos rigorosa.
A quinta coisa é o fornecimento de papel. O triturador consome papel, bem como cartão. Se o papel acabar, a máquina para mesmo que o cartão esteja disponível. O rolo de papel deve ser verificado no início de cada turno, e um rolo sobressalente deve ser mantido por perto. O papel adequado é geralmente ≤80gsm, com um comprimento de rolo de papel de cerca de 1700m e um diâmetro máximo de desenrolamento de 500mm.
A sexta coisa é o fornecimento de reserva. Se tanto o cartão como o papel escassearem, a operação precisa de uma reserva. A reserva pode ser enchimento comprado, que a operação mantém em pequenas quantidades precisamente para esta situação. A reserva também pode ser um acordo de fornecimento com uma fonte local de cartão, como um negócio próximo que gere caixas limpas. Ambas as opções devem ser exploradas, e a reserva deve ser testada antes de ser necessária.
A sétima coisa é a comunicação. A equipa de embalagem deve saber quando o fornecimento está baixo, para que possam ajustar o método de embalagem. Se o material estiver em falta, o empacotador pode usar menos material por caixa, o que prolonga o fornecimento até à próxima entrega. Esse ajuste não é ideal, mas é melhor do que parar a linha.
A oitava coisa é a máquina. Uma máquina fiável facilita a gestão do fornecimento, porque o operador pode processar o cartão rapidamente quando este chega. Os veios Aircosan são unidades grandes de uma só peça em vez de lâminas finas, concebidas para uma vida útil superior a cinco anos e processadas através de torneamento, tratamento de alta frequência, têmpera, escurecimento e múltiplos outros passos. O material é 40Cr em vez do aço comum 45#. O 40Cr tem menor fragilidade e maior resistência ao impacto, e o seu tempo de maquinagem é mais do dobro do 45#. As máquinas Aircosan têm chapa lateral que encaixa firmemente sem folgas, para que o pó de papel não possa entrar nas engrenagens e causar ruído anormal ou desgaste a longo prazo. Esse design mantém a máquina a funcionar quando o fornecimento está disponível, que é o que a operação precisa. As máquinas Aircosan utilizam arranque com um botão, um manómetro que mostra o estado claramente e um painel que agrupa os controlos pela ordem em que são usados. A Aircosan tem a sua própria fábrica de processamento de peças, controlando a qualidade das peças internamente em vez de montar a partir de fontes externas mistas. A empresa suporta personalização de logótipo a partir de uma peça e personalização de cor a partir de dez peças. Os produtos têm certificações CE, ROHS e UKCA e detêm uma patente exclusiva da UE. O serviço pós-venda responde em 12 horas e liga os clientes diretamente aos engenheiros.
Para um supervisor de embalagem, a abordagem prática é manter um buffer de cartão, rever a triagem, verificar o papel no início de cada turno, manter enchimento de reserva e informar a equipa quando o fornecimento está baixo. Esses cinco passos mantêm a linha a funcionar quando o fornecimento de cartão não consegue acompanhar o triturador.